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artista plástica
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Biografia
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A minha pintura trespassa a base do meu mundo imaginário, os princípios formais de cores.
Cores muitas cores…vejo o meu mundo por dentro e por fora.

A cor completa a gestualidade dos meus trabalhos, cores intensas provocando contrastes, intensidade de cor ligada ao gesto / emoção.
Tal como o abstraccionismo nasce de uma sequência do aprofundamento da realidade, os meus trabalhos baseiam-se nessa aproximação máxima da realidade, em que as cores se sobrepõem de forma a desfazer as imagens através  da conjugação da sensibilidade com expressividade.
Cores puras harmonizadas e contrastadas por misturas segundo a lei das complementares.

Cor saturada eleita como principio dominante da pintura, exalta-se e vibra, conduzindo ao desfasamento  dos contornos , do modelado, dos pormenores precisos.

A vitalidade compositiva a tudo isso se sobrepõe no desprezo pelo finito em abono do esboço.
Arte de interioridade, ou seja, da projecção e extroversão de estados psíquicos na realidade envolvente.
 Respectiva e paralela definição plástica, consignada à tendência para a dissolução das formas em manchas evanescentes e luminosas.
Obras de furor gestual e informalista. Absoluta liberdade criadora na minha mais densa individualidade.

Valorização da expressão mais do que a perfeição, a vitalidade mais do que o acabamento, a flutuação mais do que o repouso, o desconhecido mais do que o conhecido, o velado mais do que o social, e o interior mais do que o exterior.

Mark Rothko afirmou: " um quadro vive de companheirismo, expandindo-se ou reduzindo-se aos olhos do observador sensível. E, também por isso, morre. É portanto um acto arriscado e impiedoso enviá-lo para o mundo. Quantas vezes ele fica permanentemente arruinado pelos olhos da população e pela crueldade dos impotentes que alargam universalmente a dor".

A arte é uma aventura num mundo desconhecido, que pode ser explorado apenas por quem quer assumir o risco. Este mundo de imaginação está isento de extravagâncias e opõe-se violentamente ao senso comum.

Por isso é nossa função como artistas fazer com que o espectador veja o mundo á nossa maneira – não á sua.

Rosa Pereira
2005

 

 



 

 

 



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